Frieira ou “pé de atleta”: saiba mais sobre a doença

Entenda por que a frieira é mais comum no verão, conheça formas de evitá-la e tratá-la e saiba por que também é chamada de "pé de atleta"

Treino do seu jeito 4 min. de leitura
Frieira ou “pé de atleta”: saiba mais sobre a doença

Para quem é mais tolerante a altas temperaturas, o verão é uma delícia. Até mesmo a vontade de se exercitar aumenta — ótimo momento para tirar as resoluções de ano novo do papel!

Mas a diversão acaba quando o suor, o calor e a umidade causam frieiras nos pés. Muito chato, né?

Conheça mais sobre essa doença também chamada de “pé de atleta” e saiba como evitá-la e tratá-la, pois cuidar da pele é algo bem-vindo da cabeça aos pés.

1. A frieira é um tipo de micose

Aposto que, no verão, você gosta de tomar água de coco na beira do mar. Mas saiba que, para os fungos da espécie Tricophyton, o programa de verão ideal está no seu pé. Eles adoram calor e umidade e, quando o pé sua (o que é comum em quem usa sapato fechado no calor), os planos dessa turma dão praia.

Tal como outras dermatites causadas por fungos, as frieiras são um tipo de micose, por isso exigem um tratamento específico.

2. Os pés são alvos fáceis para os fungos

Calor e umidade são a combinação ideal para a proliferação dos fungos que causam a frieira. (Fonte: Daxiao Productions/Shutterstock)

Os fungos podem afetar diversas partes do corpo, como a unha ou a virilha, mas os pés são áreas mais vulneráveis: quando calçados, tendem a suar mais e ficar mais úmidos (razão da expressão “pé de atleta”); quando livres, têm contato com o solo e são alvos fáceis de infecção por esses micro-organismos.

Além da praia, deve-se ter cuidado com vestiários e bordas de piscina. É comum, por exemplo, que quem treine em academia tome banho no próprio local, que fica molhado e costuma ter circulação intensa de pessoas. 

3. Cuidados básicos são capazes de evitar “pé de atleta”

O uso de chinelos em ambientes úmidos e de ampla circulação é uma forma simples e eficiente de evitar o contágio. Ao diminuir o contato do pé com o solo, o risco de ter contato com os fungos também é menor. 

Outra forma de evitar o problema é fazer atividades físicas com calçados que permitam a circulação do ar. Tênis de corrida costumam contar com sistemas de respiração: prefira esses modelos.

É fundamental garantir que não haja umidade no pé, por isso, ao sair do banho, da piscina ou do mar, enxugue-o bem, especialmente entre os dedos. Manter os pés secos significa dificultar a vida de visitantes indesejados.

4. No caso de infecção, deve-se procurar um médico

Caso você perceba que seu pé já está servindo de colônia de férias para os fungos, é hora de procurar ajuda. (Fonte: Smeilov Sergey/Shutterstock)

Se você estiver com a doença instalada, procure um médico. Os dermatologistas são os mais indicados para tratar as doenças de pele, mas, na maior parte das ocorrências desse tipo de micose, os clínicos gerais são capazes de orientar sobre os cuidados necessários.

Em geral, o uso de antimicóticos na forma de pomadas, cremes ou esmalte é prescrito. No período de tratamento, é importante ter bastante disciplina, porque é comum haver reinfecção, e, se os seus acompanhantes perseverarem, pode ser necessário fazer uso de medicação oral. Mas fique tranquilo: com um pouco de paciência, pode-se por fim à festa dos fungos. 

Bom, agora que você sabe o que é a frieira e como ela funciona, pode se cuidar.