Dançar faz bem para a saúde do corpo e da mente

Prática proporciona benefícios como melhora no condicionamento físico e na socialização

Treino do seu jeito 5 min. de leitura
Dançar faz bem para a saúde do corpo e da mente

A prática de atividades físicas regulares é muito importante para manter a saúde do corpo. Entretanto, muitas pessoas não se identificam com musculação, corrida, spinning e outras modalidades comuns nas academias e acabam deixando o exercício de lado. Diante desse cenário, as aulas de dança estão se tornando cada vez mais populares, ganhando praticantes que veem nelas uma alternativa às modalidades mais tradicionais.

Segundo a professora de dança Camila Malassa, a prática é uma saída para quem deseja fazer exercícios aeróbicos: “é muito genérico falar de dança, pois existe um número elevado de modalidades, e cada uma tem a sua particularidade. Quando pensamos nas que são oferecidas em academias, como zumba, ritmos, fit dance, podemos compará-las a atividades que podem atingir várias intensidades de frequência cardíaca, mas que focam principalmente exercícios aeróbicos, como o jump e o spinning”. Porém, a professor ressalta que a dança não proporciona ganho de massa muscular: “não é alternativa para atividades de fortalecimento muscular, como a musculação e o crossfit”.

Todos podem dançar

mulher dançando na cozinha
(Fonte: Giphy)

A dança é recomendada para toda e qualquer pessoa e traz inúmeros benefícios, independentemente de idade, gênero, condição física, mental ou social. “Sempre vai existir um estilo de dança que você vai conseguir fazer”, destaca Camila. “Em 2019, a minha aluna mais nova tinha 6 anos e o aluno mais velho tinha 68 anos — e eu fui a primeira professora de dança dele. Também tive a oportunidade de trabalhar com um aluno autista, com pessoas com ansiedade e depressão; e tenho um colega de profissão incrível que não tem uma parte do braço”. Cada modalidade exige um condicionamento físico diferente, e cabe ao professor ou à professora identificar e respeitar as especificidades de cada um.

Camila recomenda que, antes de ingressar em uma turma de dança, a pessoa se certifique de estar com a saúde muscular em dia, para evitar lesões, e utilize roupas e sapatos adequados, para não sobrecarregar as articulações.

Benefícios da dança para a saúde do corpo e da mente

Segundo a professora, dançar proporciona diversos benefícios para a saúde. “A dança melhora a circulação e os batimentos cardíacos, ajuda na memória, gasta calorias, melhora a coordenação motora, alivia o estresse, melhora a flexibilidade e o equilíbrio, fortalece o coração, entre outros benefícios. Faz conhecer melhor o corpo, o que evita lesões e previne dores no futuro”.

Mas não é só para a saúde física que a dança traz melhorias. A prática faz bem para a mente. “Quem começa a dançar com objetivos mais profundos do que a perda de peso conquista resultados muito mais significativos. Aqui, estamos colocando a dança como atividade física, mas vale lembrar que ela é uma arte”, ressalta Camila.

Melhora na autoestima

mulher treinando dança
(Fonte: Selfit)

As aulas de dança permitem que as pessoas possam experimentar o próprio corpo e apresentá-lo a sensações e movimentos incomuns, fazendo com que se conheçam melhor. “Quando eu passo a colocar o meu corpo em situações em que ele está se desafiando, passo a me sentir mais capaz. Isso dá um salto enorme na autoestima. Além disso, nosso corpo e nossa mente são uma unidade. Há travas mentais [de não se sentir apto a fazer algo], que podem ser ‘liberadas’ através de movimentos do corpo”, conta Camila. A professora destaca ainda que a dança é uma forma de criar conexões reais, fazer amigos e socializar.

Não há motivo para medo ou vergonha

Camila destaca que muitas pessoas têm medo de começar a prática por acharem que não sabem dançar ou terem vergonha. Segundo ela, os corpos estão acostumados a ficar imóveis durante longos períodos: “É o modelo tradicional de escolas, faculdades e escritórios. Boa parte desse receio vem da nossa memória emocional dos tempos de escola, e as pessoas sentem como se estivessem entrando em uma turma nova, onde todo mundo já se conhece, mas nunca tiveram acesso a nenhuma daquelas matérias e ainda está na metade do ano”.

Com quem acha que é duro ou não têm ritmo, a professora brinca: “não tem como a gente esperar que tudo esteja funcionando em um carro que está há anos sem uso”. Porém, no decorrer das aulas, ela ressalta que todos notam que as articulações voltam a funcionar e os iniciantes aprendem a ter ritmo. “O nosso corpo foi feito para se mover! A gente só precisa lembrar como fazer isso”, finaliza.

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