Carnaval: bebida alcoólica faz mal para os músculos?

Conheça os efeitos do álcool no organismo, incluindo os músculos, e saiba por que beber com cuidado no Carnaval

Mito ou verdade? 4 min. de leitura
Carnaval: bebida alcoólica faz mal para os músculos?

O Carnaval de 2021 será diferente: nada de micaretas, escolas de samba, bloquinhos e tudo mais que o período pede. Mas se você está entre os festeiros, aposto que está organizando uma confraternização em casa apenas com as pessoas do seu convívio íntimo e com direito a uma boa cervejinha para acompanhar o calor.

Nada de errado nisso, pois confraternizar é mesmo uma delícia – claro que com a segurança que essa época de pandemia demanda. O que em geral não se leva em conta, é que o álcool é danoso ao organismo, inclusive aos tecidos musculares. Por isso, uma dose aqui e outra lá não são um grande problema, sobretudo se forem intercaladas por alguns copos de água, já os excessos alcoólicos de Carnaval podem trazer complicações. 

Se você faz parte do time que gosta de se exercitar, é importante saber como o álcool afeta seu corpo e pode comprometer sua saúde.

O álcool impacta o funcionamento dos músculos ?

O abuso da bebida traz problemas para a saúde dos músculos tanto quanto a outros tecidos. (Fonte: Ermolaev Alexander/Shutterstock)

Alguns dos aspectos da toxicidade do álcool sobre o organismo são a alteração no nível de cortisol, do GH (hormônio do crescimento) e da testosterona, sobretudo nas primeiras 24 horas após a ingestão. Isso inibe a metabolização das proteínas musculares e reduz o ritmo do metabolismo.

A curto prazo, isso pode significar perda de força, potência e resistência dos músculos, o que impacta o desenvolvimento de atividades físicas. Além disso, deve-se ter cuidado ao se exercitar após beber pelo risco de hipoglicemia e de desidratação. Como a metabolização do álcool exige um dispêndio de energia do organismo, ele tende a estar mais fraco após o consumo excessivo de bebida.

A longo prazo, é possível que se diminua a recuperação muscular e o ganho de massa magra. Assim, é importante que a bebida alcoólica seja uma exceção na rotina e nunca seja consumida em grande quantidade. 

O metabolismo não recebe bem o álcool

Dor de cabeça é um exemplo dos sintomas clássicos do consumo excessivo de álcool, que gera desidratação. (Fonte: Encierro/Shutterstock)

O corpo humano não foi “pensado” para ingerir álcool: esse é um hábito bastante recente, ao se considerar que o Homo sapiens caminha sobre o mundo há centenas de milhares de anos e apenas nos últimos 10 ou 12 mil anos se deu o início da agricultura, que permitiria fermentar grãos e fazer bebidas.

Além disso, o álcool não tem função nutritiva e é, por isso, chamado de caloria vazia: embora a bebida seja calórica (uma lata de cerveja equivale a três pães franceses), não colabora com  vitaminas, sais minerais e mesmo com carboidrato. O resultado da sua absorção, que é lenta e tóxica ao organismo, é a transformação em ácido graxo, que se acumula como gordura.

O impacto disso se verifica nos malefícios do abuso do álcool. Além de causar dependência, pode-se desenvolver cirrose, gordura no fígado, cardiopatias, pancreatite e outras doenças. 

São vários os problemas que a bebida traz a longo prazo, por isso ache o equilíbrio ideal para você. Se o Carnaval contar com churrasco e cerveja, capriche na hidratação e em uma alimentação saudável da Quarta-Feira de Cinzas em diante!